Posted by: Aba Cohen | April 22, 2008

Einstein Explica E=mc2 ——- Einstein Explains E=mc2

(for the text in English, see below)

Dentre todas as fusões de conceitos e grandezas físicas realizadas por Einstein ao longo de sua vida, a mais famosa é a da conversão entre massa e energia, e vice versa. No meu curso “Einstein no Terceiro Milênio” apresento uma maneira bastante prática, elegante e incomum de enxergar (calcular com extrema simplicidade e exatidão) essa conversão, associando-a a fatos corriqueiros de nosso quotidiano. clique aqui  e ouça uma gravação, com a voz original de Einstein, e sua explicação sobre a fórmula E=mc2. Leia abaixo da foto o texto, em Inglês, do que está na gravação.

Einstein's picture

“It followed from the special theory of relativity that mass and energy are both but different manifestations of the same thing — a somewhat unfamiliar conception for the average mind. Furthermore, the equation E is equal to m c-squared, in which energy is put equal to mass, multiplied by the square of the velocity of light, showed that very small amounts of mass may be converted into a very large amount of energy and vice versa. The mass and energy were in fact equivalent, according to the formula mentioned above. This was demonstrated by Cockcroft and Walton in 1932, experimentally.” Albert Einstein, em uma de suas raras gravações em inglês.

Among all unifying concepts proposed by Einstein, the most famous is the mass-to-energy (and vice-versa) conversion. In my “Einstein to Everyone” lectures, I show in a very elegant, precise and uncommon manner (working out exactly) the application of such an equation to common facts in our day-by-day life. Click here and listen to Einstein’s explanation on his E=mc2 equation


Responses

  1. O princípio da equivalência entre massa e energia foi aventado por outros autores antes de Einstein. De facto, Umberto Bartocci considera que Einstein se baseou num artigo de Olinto de Pretto, “Hipótese do Éter na vida do Universo”, ao qual, como foi seu costume em outros artigos, não atribuiu quaisquer créditos.
    De modo a verificar a veracidade da asserção, decidi traduzir os textos de ambos os autores:

    http://fisica-aborrecida.blogspot.com/2011/12/equivalencia-entre-massa-e-energia.html

    • Prezado Sérgio, voce -como graduado em Física/Matemática Aplicada e Astronomia- que também demonstra conhecimentos sobre a obra de Einstein, certamente está ciente da grandeza científica dessa personalidade maior, comparável à de Newton, e no mínimo uma ordem de grandeza -se pudessemos medir- superior à de seus contemporâneos: cada um de seus trabalhos “menores”, a saber: 1905 = [Teoria da Relatividade Restrita (quebra do paradigma newtoniano de espaço-tempo-massa absolutos), Efeito Fotoelétrico (percepção dos grãos/quantização da energia, que Planck não viu => impulso à Física Quântica -FQ); Movimento Browniano (impulso à Física Atômica teórica/experimental => No. Avogadro/Jean Perin-1908)]; calor específico dos sólidos (1907-2o passo na FQ); lasers (3o passo na FQ), proposta do Condensado de Bose-Einstein, só para citar alguns deixando de lado a vantagem do pioneirismo de cada um deles, quando pouco se iguala às propostas individuais de Planck, Bohr, Heisenberg, de Broglie, Born, Schrödinger… que como sabemos foram dos mais proeminentes físicos da 1a metade do Século XX.

      Posto isto e, sem ir à Teoria da Relatividade Geral (que coloca Einstein numa outra órbita e nos faz compará-lo a Newton), é importante ressaltar que o teu argumento (ou dos artigos que traduziu) em favor de de-Pretto/Poincaré -como aparece acima e no link- os quais não colocaram nenhuma física atrelada à expressão (matemática apenas) da fórmula E=mc^2 -de fato encontrada antes de Einstein/1905- não torna o nosso Cientista Maior um “plagiador” (alguem no seu artigo ou blog usou este termo) pois o que importa na Física é formular teorias robustas e testáveis e não equações sem significado, à la Poincaré, em E=mc^2 para a luz “vencendo o éter”; à la Planck, em E=hf da radiação do corpo negro; à la Bohr, em L=nh da quantização do momentum angular dos elétrons no átomo H pois só assin conseguiria a série de Balmer … FORMULINHAS MATEMÁTICAS QUE FUNCIONAM, SEM NENHUMA FÍSICA POR TRÁS – Planck teve a honestidade de reconhecer isto). Einstein tinha uma percepção muito acima disto e vestiu com Substância Física toda a fenomenologia que desembocou nas maravilhas que vivemos neste início de 3o Milênio. Ã não atribuição dos créditos a seus antecessores não tira sua grandeza pois suas propostas não são parecidas em nada com a de Poincaré (embora a equação seja a mesma), nem com Lorentz (embora a equação seja a mesma), nem com Planck (embora a equação – mas não o conceito – seja a mesma) e nem mesmo com Hilbert – já que Einstein construiu /é certo que com a ajuda de Grossman, cujo trabalho de 1913 continha erros/ ele sozinho colocou toda a Física que Grossman e Hilbert passaram longe… Enfim, a genialidade de Einstein está na sua visão profunda da Física e dos conceitos que estão por trás de tudo e além do mais pela coragem de propor TEORIAS vestidas de mecanismos e muita Física fato que nenum dos mencionados acima -exceto Newton- teve. Não é à toa que os físicos cada vez mais se sentem incomodados com a Mecânica Quantica (portanto pós 1920), que é um puro algorítmom matemático QUE FUNCIONA (!!!) mas que é incompatível com a Teoria da Relatividade Geral, e continuam tirando o chapéu para esta última, sem nenhuma contestação.

      Finalizo reafirmando sobre a necessidade de não “endeusar” mas, como físicos que sabemos do real valor de suas propostas, termos que respeitar a figura e não rebaixar a grandeza de Einstein, sem mesmo compará-lo com seus contemporâneos.

      • favor, como devo calcular a energia existente em uma materia levando a gravidade em consideração para a translataçao da materia…

      • Elias, peço o favor de completar sua sentença…. Que translação? o objeto está em movimento? em órbita?…

  2. Professor ABA,

    O aspecto do olhar do observador interferindo na função onda/partícula do elétron me levou e tem levado desde o início do curso, à linguística no aspecto do texto e seu suporte.

    Fiz um artigo sobre o tema e a conclusão de que o suporte do texto interfere no texto levou Marcuschi a questionar e duvidar dessa possibilidade.

    Afinal como um suporte pode interferir com o texto? Pode alterá-lo. Pode dar outro significado às letras tipográficas ou do hipertexto?

    O francês Roger Chartier matou essa charada dizendo que é o olhar do leitor que permite ao suporte interferir no texto.

    Fiz um power point que talvez venha a se encaixar nessa interferência da observação externa sobre a retração do espaço e a expansão do tempo.

    Se houver espaço posso falar alguns minutos inclusive sobre os textos que ainda vão ser descobertos como os pergaminhos do Mar Morto e que só passarão a ter existência depois da “autorização” do leitor/observador.

    Parece-me ter a ver com o porquê do tempo dilatar e o espaço encolher quando observados de referenciais externos.

    Alair Ribeiro

    • Excelente Alair. Tão logo, quando voce falou no 2o parágrafo sobre o “suporte” do texto interferir no texto -e portanto bem antes de eu chegar ao 5o parágrafo- já vislumbrei os fragmentos de manuscritos (não necessariamente do Mar Morto) que interferem na leitura (o olhar do observador). No entanto no colapso da função de onda, o que ocorre é o contrário: O olhar (ou a medida, o ter ciência da realidade) feito pelo observador é que muda a realidade dos fatos; talvez no sentido que Roger Chartier deu… meu olhar muda o que vejo. Gostaria muito de ver seu powerpoint e quem sabe incluir nestas páginas?

  3. Um universo isotrópico?

    A contração de corpos materiais no sentido do movimento é adotada em eixos coordenados espaciais. Porem nada garante que o espaço vazio, e desconexo, esteja sujeito a tal contração. Pelo contrário, tal espaço se medido por unidade material de extensão contraída será observado com extensão ampliada.

    • Olá José Augusto, você se refere à contração da matéria do ponto de vista da Relatividade Especial. No entanto temos que levar em conta a Relatividade Geral em que espaço-tempo-matéria possuem uma interdependência indissociável. Nesse contexto a matéria/gravidade contrai o espaço à sua volta. Para saber mais leia meu post “understanding what gravity is” ou “how inertia creates gravity”; escreva uma das palavras do título no campo “search” deste blog.
      Boa leitura.

      Aba Cohen


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