Posted by: Aba Cohen | November 24, 2010

Exploração civil do espaço

Nesta semana foram divulgadas duas notícias de impacto quanto à exploração do espaço por empresas civis americanas. A 1a notícia, veiculada pelo Los Angeles Times no dia 22 de novembro / 2010, dá conta de que a fabricante de foguetes, “Space Exploration Technologies Corp”, mais conhecida como SpaceX, recebeu da agencia oficial americana “Federal Aviation Administration” a  1a licença comercial  concedida a uma empresa privada para colocar uma nave espacial em órbita da Terra. A empresa fechou um contrato de 1,6 bilhões de dólares na venda de serviços de entrega de itens de consumo e peças a serem usadas na Estação Espacial Internacional, com início dessas operações de correio espacial já em 2011.

 

No dia seguinte (ontem) o space.com divulgou outra notícia em que a “Lockheed Martin”, também americana, aproveitando o vácuo deixado pelo presidente Obama, por desistir das missões lunares, desenvolve uma missão (L2-Farside) usando a nave espacial Orion em desenvolvimento, com fins de fazer uma viagem tripulada até a órbita da Lua -segundo a revista Physics Today, a ocorrer até 2016- onde  astonautas civis permanecerão em órbita estacionária sobre um ponto sobre a face oculta de nosso satélite natural, controlando robôs, cuja missão é recolher material da superfície lunar.  Essa missão visa o desenvolvimento de novas habilidades para futura exploração -certamente comercial- de asteroides e mais adiante a exploração do potencial econômico de planetas.

As duas notícias nos remetem ao tempo das Grandes Navegações, no ponto em que os Estados abriram concessões para que empresas privadas pudessem entrar no ramo em que mantinham o monopólio, tanto na navegação quanto na exploração das riquezas minerais.


Responses

  1. Da internet: Os fisicos R. Penrose e V. Gurzadyan teriam vislumbrado evidências de “encarnações” anteriores do universo ao analisar anomalias na radiação cósmica de fundo: presença de aneis concêntricos gerados por colisões de buracos negros super massivos.
    Penrose é o autor do livro “Cycles of time: An extraordinary new view of the universe” a ser lançado brevemente no qual, segundo entendí, desenvolve uma teoria da existência de multiplos universos.
    Pela noticia, parece que a comunidade científica faz sérias restrições a tal abordagem.
    Será realmente possivel a existência de um “multiverso”?
    Lembro-me da referência de uma estranha tese de mestrado do físico Everett sobre universos paralelos.
    O livro “Criação Imperfeita” de Marcelo Gleiser também aborda, de passagem, a existência de teorias sobre o assunto.
    Abraços.

    • Olá Léo, essa questão dos Multiversos é recorrente. Steven Weinberg, premio Nobel de Física de 1979 e proponente da unificação entre as forças Eletromagnética e Nuclear Fraca é um dos defensores dessa possibilidade (ver Scientic American Brasil de dezembro/2010); ele tem 2 propostas: (i) Universos desviculados deste nosso e (ii) Regiões deste ondde as propriedades (constantes universais) seriam totalmente diferentes das que existem por aqui. À 1a proposta, tenho perguntas simples com respostas também simples: Onde e quando existiriam esses Universos desvinculados? Sabemos que

        o nosso Universo encerra todo o espaço e tempo

      como o concebemos. Assim fica difícil, ou melhor, impossível se estabelecer um onde e quando – À 2a hipótese questiono: em sendo contíguo ao nosso Universo mas muito diferente, pergunto se haveria luz/massa/gravidade – É dfícil entender espaço e tempo (contíguo ao nosso) sem a existencia de luz/massa/gravidade – escapa à Teoria da Relatividade Geral. É claro que, em havendo outras propriedades, poderíamos descartar a validade da Teoria de Einstein, mas como o nosso espaço-tempo poderia se vincular à essa região sem falarmos em luz/matéria/gravidade se são esses os elementos que definem espaço e tempo? Entendo assim que essas hipóteses não fazem sentido, a não ser especulativo já que não temos como contactar/provar sua existencia, a não ser no campo teórico – Sendo assim, nada me proibe de afirmar que uma infinidade de Papais Noeis habitam um ou vários desses Multiversos; ninguém é capaz de demonstrar o contrário!


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