Posted by: Aba Cohen | November 16, 2011

Matéria Escura

Apresentamos aqui o terceiro artigo da série “Pílulas de Universo”, contendo textos do prof. Alaor Chaves-UFMG sobre temas relevantes da Cosmologia Moderna. Os anteiores poderão ser lidos rolando a página abaixo, mas dependendo do modo como você chegou a este post, o acesso pode ser por outro caminho: vá ao campo “search”, situado ao alto à direita,  e escreva o nome do autor. O presente artigo traz informações do que vem a ser a matéria escura (não confundir com energia escura, que está em outro artigo desta série), o motivo físico para que esse componente do Universo seja sériamente considerado, mesmo que as evidências de sua existência sejam indiretas e quais seriam os candidatos a ocupar o status de “matéria escura”; a este propósito também escrevemos um post, mas não tão abrangente como este.

lente gravitacional gerada por matéria escura - créditos: NASA

 

Para ter acesso ao artigo MATÉRIA ESCURA, de Alaor Chaves, clique no título

Uma vez mais o prof Alaor dá o tom de seu conhecimento, não só científico -apresentado de modo claro, como é a proposta deste blog- como também por incluir uma bem relatada crônica de fatos associados à evolução histórica da proposta da MATÉRIA ESCURA, indo do presente à origem da idéia. Vocês verão que, embora seja comum pensar que a proposta da matéria escura seja algo relativamente recente na história da Astrofísica, em evidencia desde a década de 1970, a origem remonta aos anos 30 do século passado!!!. Desta forma a apresentação histórica do tema, como tratada por Alaor Chaves, faz justiça ao pioneiro da idéia, Fritz Zwicky (1898 – 1974).


Responses

  1. Parece que o conceito de matéria escura é, no mínimo, desfiador.
    A explicação para as velocidades de rotação observadas no aglomerado de Coma baseada na hipótese de Zwicky postulou a existência da matéria escura que, de acordo com o prof. Alaôr, pode ser dos dois tipos referidos no final do post.
    Entretanto, não basta arranjar um coquetel aleatório de objetos que compõem a matéria escura para que tudo dê certo: é preciso definir a espécie certa de matéria escura para explicar os fatos observados. É necessário explicar a magnitude observada do conglomerado e sua variação em diferentes escalas de comprimento.
    Por exemplo, um tipo específico de matéria escura pode causar um enorme conglomerado na escala de alguns milhões de anos-luz e pouquissima aglomeração em bilhões de anos-luz, e vice-versa.
    Simulações executadas em computador, parecem indicar que o conceito de matéria escura funciona a contento apenas em escalas pequenas.

    • Léo,

      No momento, o único tipo de trabalho que tem dado frutos é o mapeamento da distribuição da matéria escura. Sobre isso você pode ver na internet um monte de coisas. Por exemplo, pelas imagens em raiox X do observatório espacial Chandra se infere a presença de matéria escura em clusters de galáxias. Se entrar com as palavras-chave dark matter e chandra você deve encontrar algo sobre isso. Um caso notável é o do Bullet cluster, resultado da colisão entre dois clusters que causou a separação espacial da matéria escura, que não freiada na colisão porque não tem carga elétrica e portanto interage mais fracamente com a matéria.

  2. Grato pela informação. Vou pesquisar esses verbetes na internet.


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