Posted by: Aba Cohen | July 3, 2012

Joe Incandela (CMS-CERN) fala sobre o Boson de Higgs

clique aqui para aprender mais sobre assuntos correlatos

sobre o Boson de Higgs (em 03 e 04/07/12) ver abaixo  

Conforme anunciamos ontem (03/07/12 ver a partir do parágrafo abaixo) o CERN divulgou nesta 4a-feira o anuncio da mais forte evidencia quanto à existencia de uma partícula bosonica (spin inteiro) com massa da ordem de 130 vezes a massa do próton, a qual, apresenta certeza de 4,9 sigma (um fator de segurança em que 5 sigma é o limite em física para se garantir “que realmente existe”, com certeza de 99.9999%). Desta forma o anuncio tanto pelo grupo ATLAS quanto pelo CMS do LHC nos dão a quase certeza de que  a tão procurada partícula foi finalmente achada. No parágrafo abaixo tecemos comentários sobre a fala (ontem) do Joe Incandela, preparando-se para o anuncio de hoje. Por ter sido um furo de reportagem que a imprensa mundial percebeu antes mesmo do anuncio de hoje, deixo o texto de ontem como referencia. Boa leitura para todos e podem acreditar nas palavras de Incandela pois mais que a sua emoção, ele está coberto de grandes certezas. O texto em ingles está mais abaixo.

— X —

O físico experimental Joe Incandela da Universidade da California – Santa Barbara deverá anunciar nesta 4a-feira 04/07/12 (portanto amanhã) parte dos resultados das pesquisas que sua equipe realiza no CMS-CERN (Compact Muon Solenoid) um dos dois mais importantes experimentos em andamento no LHC (Large Hadron Collider) do CERN na busca pelo boson de Higgs. Neste video ele dá uma entrevista (ou, mais corretamente, ensaia o que dizer em uma entrevista) -de modo ainda reticente sobre A DESCOBERTA REAL (mas bastante provável) da tão procurada partícula- na qual ele faz diversas afirmativas sobre o surpreendente impacto que tal descoberta e/ou suas consequências irá representar para a Física. Em suas palavras, a abrangência de tal descoberta (se realmente confirmada) ou seus desdobramentos se estenderá ao entendimento das entranhas do espaço-tempo que em suas palavras ganha um tom dramático ao mencionar a possibilidade de investigarmos “as mais profundas partes do tecido do Universo”, algo realmente significante por sua profunda ligação com a Teoria da Relatividade Geral elaborada por Einstein há 97 anos, e intimamente ligado aos fenômenos gravitacionais. Assista acima a (esse ensaio de) entrevista ou clique aqui.

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O texto da fala de Joe Incandela pode ser lido (em ingles) no próximo parágrafo:

Extraido do The Telegraph -03/07/2012

“Joe Incandela, the CMS Spokesperson, on CMS progress on the search for the Higgs Boson, 4 July 2012:

We’ve observed a new particle. We have quite strong evidence that there’s something there. Its properties are still going to take us a little bit of time. But we can see that it decays to two photons, for example, which tells us it’s a boson, it’s a particle with integer spin. And we know its mass is roughly 100 times the mass of the proton. And this is very significant. This is the most massive such particle that exists, if we confirm all of this, which I think we will.

And this is very, very significant. It’s something that may, in the end, be one of the biggest observations of any new new phenomena in our field in the last 30 or 40 years, going way back to the discovery of quarks, for example. We see very, very strong evidence of the decay to two photons, and a very very narrow peak in the distribution. We see also the evidence of the decay to two Z-particles, which are like heavy photons, in this particular theory of elementary physics. And then we’ve studied the number of other channels that have reported, but these are less sensitive and are therefore less conclusive at the moment. But we are very excited. I’m extremely tired at the moment, so I may not appear to be as excited as I really am, but the significance of this observation could be very very great.

It could be ultimately seen that its properties are very consistent with the Standard Model Higgs, or it could be found out that its properties don’t exactly match the predictions for the Standard Model. And if that’s the case, then we have something really quite profound here. It could be a gateway, if you like, to the next phase of exploring the deepest fabric of the universe, which is pretty profound when you think about it.

And the other thing I would like to say is that obviously all of this is extremely preliminary. What we’ve looked for is a few grains on a beach, in one sense. I did some calculations, and if you replaced every event, every collision of the beams that we’ve scanned or had take place in our experiment over the last two years, if you let each one of those be represented by a grain of sand, you’d have enough sand to fill an Olympic-sized swimming pool. And the number of events that we’ve collected that we claim represent this observation are on the order of tens, or dozens. So it’s an incredibly difficult task, and it takes a lot of care and cross-checking. We’re re-calibrating, and we’ll have better results, even on the current data, when we release at the end of the month. But it’s very exciting.” Extraido do The Telegraph em 03/07/2012


Responses

  1. Professor, por que se fala tanto sobre o bóson de Higgs e quase nada sobre o “campo de Higgs”?
    Para mim, não faz muito sentido dissociar uma coisa da outra. O raciocínio deveria ser, se não o mesmo, pelo menos muito parecido com o que relaciona uma carga elétrica com o campo eletromagnético.
    O bóson de Higgs só poderia exercer a função de conferir massa à matéria apenas no caso de existir um “campo de Higgs”.
    Campo aqui definido como uma grandeza que mede o estado físico da matéria a cada momento e que é função das coordenadas e do tempo. A massa de qualquer partícula seria então conferida pela sua posição ocupada e pelo tempo em que permanecesse sob a ação desse campo.
    Daí a variedade de massas observada nas partículas sub-atômicas.
    Nesse contexto, é o campo de Higgs que deveria conferir massa ás particulas e não o bóson.
    O fato de o bóson de Higgs apresentar vida média extremamente pequena não é determinante. O campo, a seu turno não depende dessa vida média, depende apenas da existência de cada bóson.


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